Roma
dominou o mundo em uma época. O time, digo, o império era
espantoso. Dominava a Europa, o norte da África, o Oriente Médio.
Por
muito tempo, ditava as regras. Era vanguardista, inovadora.
Berço
da República, tinha um Imperador e um Senado formado por 100
conselheiros, digo senadores.
Um
Imperador uma vez, não possuia o apoio da maioria, digamos eram 40 a
favor e 60 contra. Espertamente nomeou 50 amigos seus e subiu o
número de senadores para 150. 90 a seu favor e 60 contra. E assim,
sucessivamente até chegar a 300.
Muita
gente para dar palpites e distribuir diretorias, ou melhor cargos.
Apareceram os conchavos. Os descontentes formavam pequenos grupos que
apoiavam uma ou outra proposta, baseada em pequenos favores. Lugares
para estacionar as bigas, terras, ingressos para a Arena, saunas e,
até, quantias em espécie.
Júlio
César dominou até ser traído por alguém que ele criou como filho.
Seu sobrinho Otávio assumiu seu lugar, com o apoio de Marco Antonio.
Apesar
da aparente democracia, o senado mandava no lugar. E, com mentiras e
ajuda da imprensa, ou melhor, dos arautos, criava situações que
colocavam antigos apoiadores e apoiados em conflito. O que era
amizade virava oposição por qualquer motivo menor.
Para que
a torcida, ou melhor, a população não se revoltasse, vez ou outra,
o Imperador trazia um Gladiador e o colocava na Arena. Entregavam
cristãos aos leões, e a massa os devorava em vaias, suores e
lágrimas. Os ruins de bola, ou melhor, os fracos morriam ali. Os
melhores reinavam como ídolos algum tempo, mas quando envelheciam,
ou não podiam mais lutar, eram igualmente devorados.
Imperadores
foram se sucedendo, uma mais despreparado que o outro. Absurdos foram
acontecendo, sempre com o Senado apoiando ou destronando, em troca de
migalhas, sem se preocupar com a cidade.
Certo
Imperador incendiou a cidade, apenas por diversão. Outros, nomeavam
pessoas despreparadas para os mais diversos cargos, ao ponto de um
cavalo ser nomeado general do Exército.
Festas e
orgias eram comuns no exército outrora bravo e dominador. Tornou-se
uma força decadente.
Os seus adversários, outrora temerosos, não
lhe respeitavam mais.
A briga
pela sucessão era desleal. Pensavam em si, não no povo. Povo esse
que era orgulhoso, povo sofrido eram seus vizinhos aproveitadores que
se vendiam em troca de qualquer suborno, que lhes permitissem
vantagens com um menor esforço.
Ladrões
e bambis, ou melhor bárbaros, começavam a ocupar o espaço deixado
por Roma. Culpa das brigas internas pelo poder.
A queda
do Império era iminente.
Surgiu,
então um homem que pôs ordem no clube, digo no império. Fazendo
profundas mudanças na administração e no exército.
Após
uma série de acontecimentos sem precedentes, Roma tornou-se a
Capital da Nova Itália unificada.
Sobreviveu
a duras penas. O povo que cantou e vibrou, a carregou nas costas e a
defendeu.
E Roma
continua ostentando a sua fibra.
Qualquer
semelhança, não é mera coincidência, é história, é o mundo
dando voltas. Isto não é uma obra de ficção, se você acha que eu inventei, consulte o Wikipédia.
Será
que podemos aprender com os nossos antepassados?
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