terça-feira, 30 de outubro de 2012

Roma

Roma dominou o mundo em uma época. O time, digo, o império era espantoso. Dominava a Europa, o norte da África, o Oriente Médio.

Por muito tempo, ditava as regras. Era vanguardista, inovadora. 

Berço da República, tinha um Imperador e um Senado formado por 100 conselheiros, digo senadores.


Um Imperador uma vez, não possuia o apoio da maioria, digamos eram 40 a favor e 60 contra. Espertamente nomeou 50 amigos seus e subiu o número de senadores para 150. 90 a seu favor e 60 contra. E assim, sucessivamente até chegar a 300.

Muita gente para dar palpites e distribuir diretorias, ou melhor cargos. Apareceram os conchavos. Os descontentes formavam pequenos grupos que apoiavam uma ou outra proposta, baseada em pequenos favores. Lugares para estacionar as bigas, terras, ingressos para a Arena, saunas e, até, quantias em espécie.

Júlio César dominou até ser traído por alguém que ele criou como filho. Seu sobrinho Otávio assumiu seu lugar, com o apoio de Marco Antonio.

Apesar da aparente democracia, o senado mandava no lugar. E, com mentiras e ajuda da imprensa, ou melhor, dos arautos, criava situações que colocavam antigos apoiadores e apoiados em conflito. O que era amizade virava oposição por qualquer motivo menor.

Para que a torcida, ou melhor, a população não se revoltasse, vez ou outra, o Imperador trazia um Gladiador e o colocava na Arena. Entregavam cristãos aos leões, e a massa os devorava em vaias, suores e lágrimas. Os ruins de bola, ou melhor, os fracos morriam ali. Os melhores reinavam como ídolos algum tempo, mas quando envelheciam, ou não podiam mais lutar, eram igualmente devorados.

Imperadores foram se sucedendo, uma mais despreparado que o outro. Absurdos foram acontecendo, sempre com o Senado apoiando ou destronando, em troca de migalhas, sem se preocupar com a cidade.

Certo Imperador incendiou a cidade, apenas por diversão. Outros, nomeavam pessoas despreparadas para os mais diversos cargos, ao ponto de um cavalo ser nomeado general do Exército.

Festas e orgias eram comuns no exército outrora bravo e dominador. Tornou-se uma força decadente. 

Os seus adversários, outrora temerosos, não lhe respeitavam mais.

A briga pela sucessão era desleal. Pensavam em si, não no povo. Povo esse que era orgulhoso, povo sofrido eram seus vizinhos aproveitadores que se vendiam em troca de qualquer suborno, que lhes permitissem vantagens com um menor esforço.

Ladrões e bambis, ou melhor bárbaros, começavam a ocupar o espaço deixado por Roma. Culpa das brigas internas pelo poder.

A queda do Império era iminente.

Surgiu, então um homem que pôs ordem no clube, digo no império. Fazendo profundas mudanças na administração e no exército.

Após uma série de acontecimentos sem precedentes, Roma tornou-se a Capital da Nova Itália unificada.

Sobreviveu a duras penas. O povo que cantou e vibrou, a carregou nas costas e a defendeu.

E Roma continua ostentando a sua fibra.

Qualquer semelhança, não é mera coincidência, é história, é o mundo dando voltas. Isto não é uma obra de ficção, se você acha que eu inventei, consulte o Wikipédia.

Será que podemos aprender com os nossos antepassados?

Con o senza il risultato, il mio amore per te resta invariato. Andremo avanti, fino alla fine. Io ci credo! Forza, Palmeiras !

Nenhum comentário:

Postar um comentário